Fim do Fumacê? Que história é essa da música eletrônica impedir a picada do mosquito da dengue?
Tem coisa, na internet, que é muito cíclica. Elas vêm e vão em ondas como o mar, como diria o Lulu Santos na famosa música. Qualquer hora dessas, você vai ver alguém morrendo de rir ao ver, pela primeira vez, aquela imagem antiquíssima do pintinho falando com o ovo frito "Zé, fala comigo".
Essa da música eletrônica impedindo a dengue, que voltou a viralizar agora, vem de um estudo de 2019. E, não... não vamos trocar o carro do fumacê por gigantescas caixas de som (pelo menos, não ainda). Também não deixe aqueles conhecidos cuidados de não deixar água parada em pneus, vasos de plantas e etc.
Pois bem. Toda a história vem de um estudo publicado em 2019 que notou que mosquitos da dengue submetidos a uma determinada canção eletrônica tinham apresentado maior dificuldade tanto para picar suas vítimas como para sugar sangue. Ou seja, se seu filho for pra rave você já sabe que dengue ele não vai pegar.
A música em questão era essa abaixo: "Scary Monsters and Nice Sprites", lançada em 2010 por Skrillex.
Talvez você tenha dado play e começado a desconfiar que também é um mosquito da dengue. De qualquer forma, ainda não se sabe exatamente como utilizar esse conhecimento em favor do combate à proliferação do mosquito. Mas o que já se sabe é que não é qualquer música eletrônica, mas aquelas que alcançam exatamente o tom e a frequência que incomoda os mosquitos (às vezes, nem só os mosquitos).